Parece inegável que as pessoas progressivamente estão a aderir à causa em que reivindicamos os nossos justos direitos.
Existem pontos nesta negociação que devem ser inflexíveis.
1- Uma CARREIRA IGUAL PARA TODOS. (Não podemos permitir que desvalorizem o nosso trabalho e desrespeitem a nossa função para aumentar os lucros e as remunerações de outros profissionais nas EPE e nos hospitais privados).
2- Uma carreira que possibilite na sua longevidade, que os enfermeiros cheguem, no final da sua actividade funcional, AO TOPO do escalão para os técnicos superiores especializados. Como acontece com outras actividades funcionais de carreira pública.
3- REMUNERAÇÃO SALARIAL QUE SEJA PROPORCIONAL À NOSSA FORMAÇÃO ACADÉMICA e responsabilidades profissionais. Uma carreira especial da função pública com uma missão humana particular, de risco e insubstituível. Portanto devemos ganhar equitativamente aos outros profissionais especializados da função pública, como os professores ou outros técnicos.
4- QUE SEJA DIGNIFICADA EM CARREIRA A PROCURA DE QUALIFICAÇÃO DE TODOS OS PROFISSIONAIS, assumindo-se a especialização como uma ganho para a saúde pública. (Se não criarmos um automatismo proporcional à formação, como acontece com os professores ou os médicos, pelo menos que seja criado um rácio de especialistas por serviço como consultores e mediadores de melhores práticas e atendimento do utente, mas com a necessária actualização salarial de um ou dois escalões remuneratórios).
Esta base, por ser justa deve ser o ponto de partida para a concretização da negociação e qualquer recuo nesta posição pode ser dramática para o futuro da profissão em Portugal. Estamos no momento decisivo e apelo a todos os profissionais de enfermagem que se juntem a esta luta. Uma luta pessoal de valor que se agrega a uma luta de classe que temos obrigatoriamente de vencer por ser justa. Ninguém está a pedir o que não nos é de direito. Não deixemos que o capitalismo e o imperativo económico sejam os percursores que evitem o que nos é devido. Apelo à unidade e apelo a lutas progressivas mais enérgicas. Paremos qualquer transferência de doentes nos hospitais nos dias de greve, numa fase inicial e em próximas lutas pararemos os hospitais, sem triagem de Manchester e apenas daremos o nosso parecer e colaboração em situações de peri- paragem. Não brinquem connosco como têm feito. A nossa função ambiental e circunstancial é insubstituível. Continuaremos a nossa luta. A todos os meus comprimentos. Bruno Martins. Porto
May 13
8:07 AM